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Petroquímica Triunfo foca
na especialização
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A Petroquímica Triunfo vem apostando na especialização e nas exportações
para garantir seu lugar no mercado. “Já que não temos quantidade para
enfrentar a concorrência, procuramos nichos onde temos maior valor
agregado”, avalia César Mansoldo, superintentente da empresa.
A empresa busca sair do mercado de commodities, com uma produção de
resinas especiais que já chega a 15% da produção total – de 160 mil
toneladas de polietileno de baixa densidade. A expectativa é aumentar
essa participação para 20% até o final deste ano, principalmente após
o desenvolvimento de um polietileno de média densidade que deve substituir
o papelão nas embalagens – projeto no qual a Petroquímica Triunfo
investiu R$ 1 milhão.
Em outra frente, a empresa aumentou as exportações para a Argentina
e Uruguai – foram mais de 30 mil toneladas em 2002. “Crescemos praticamente
100%. O mercado argentino respondeu muito bem, e tivemos uma política
bastante agressiva na questão do crédito”, comenta Mansoldo.
Lucro em um ano difícil
Em um ano marcado não só pelo cenário desfavorável para o setor petroquímico,
como também a quebra de um pré-compressor e problemas com fornecimento
de matéria-prima que interromperam a operação industrial, e a disputa
judicial pelo controle da empresa, a Petroquímica Triunfo encerrou
o ano com um lucro líquido de R$ 21,5 milhões.
Por não ter participações acionárias na Copesul, a Petroquímica Triunfo
não foi beneficiada na ampliação do pólo petroquímico de Triunfo.
Por isso sempre esperou um aumento no fornecimento de eteno para dar
início à duplicação de sua planta.
O assunto volta à mesa agora, com a possibilidade de captar uma parcela
de eteno a partir de uma Unidade Processadora de Gás de Refinaria
que a Refap estuda construir. “É uma possibilidade que estudamos,
de ter um desgargalamento”. |
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