Matéria de Capa - Edição 246 – Março de 2003 – Revista Petro & Química
Petroquímica Triunfo foca na especialização
A Petroquímica Triunfo vem apostando na especialização e nas exportações para garantir seu lugar no mercado. “Já que não temos quantidade para enfrentar a concorrência, procuramos nichos onde temos maior valor agregado”, avalia César Mansoldo, superintentente da empresa.

A empresa busca sair do mercado de commodities, com uma produção de resinas especiais que já chega a 15% da produção total – de 160 mil toneladas de polietileno de baixa densidade. A expectativa é aumentar essa participação para 20% até o final deste ano, principalmente após o desenvolvimento de um polietileno de média densidade que deve substituir o papelão nas embalagens – projeto no qual a Petroquímica Triunfo investiu R$ 1 milhão.

Em outra frente, a empresa aumentou as exportações para a Argentina e Uruguai – foram mais de 30 mil toneladas em 2002. “Crescemos praticamente 100%. O mercado argentino respondeu muito bem, e tivemos uma política bastante agressiva na questão do crédito”, comenta Mansoldo.

Lucro em um ano difícil

Em um ano marcado não só pelo cenário desfavorável para o setor petroquímico, como também a quebra de um pré-compressor e problemas com fornecimento de matéria-prima que interromperam a operação industrial, e a disputa judicial pelo controle da empresa, a Petroquímica Triunfo encerrou o ano com um lucro líquido de R$ 21,5 milhões.

Por não ter participações acionárias na Copesul, a Petroquímica Triunfo não foi beneficiada na ampliação do pólo petroquímico de Triunfo. Por isso sempre esperou um aumento no fornecimento de eteno para dar início à duplicação de sua planta.

O assunto volta à mesa agora, com a possibilidade de captar uma parcela de eteno a partir de uma Unidade Processadora de Gás de Refinaria que a Refap estuda construir. “É uma possibilidade que estudamos, de ter um desgargalamento”.
Ed. 246 - Março de 2003
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