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Solvay aposta na especialização
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A Solvay não descarta uma ampliação na produção de polietilenos
caso haja uma oferta de eteno da Petroquímica União. “A Solvay é dinâmica,
não está fechada para nada. Se houver mais oferta de eteno, pode pensar
no assunto”, limita-se a dizer Almir Abdala, diretor da empresa.
De certo, apenas um investimento de R$ 2,5 milhões na manutenção da
fábrica, iniciada o ano passado, durante a parada das empresas do
pólo, e que será finalizada este ano.
Em São Paulo, a Solvay possui uma linha de produção com capacidade
instalada de 82 mil toneladas de PEAD – mas que vem produzindo anualmente
entre 65 mil e 70 mil toneladas. A vantagem é o know how e tecnologia
da empresa, uma das primeiras petroquímicas instaladas no país, na
década de 1940. “O grupo Solvay está entre o primeiro e o segundo
lugar de capacidade instalada no mundo. No Brasil, é pioneira na área
de PVC e polietilenos”.
Sem uma grande capacidade de produção, a saída da empresa é se lançar
nas especialidades – recentemente a Solvay lançou dois novos grades
de PEAD, para produção de tampas para embalagens de bebidas que não
necessitam do batoque interno. “Nossos concorrentes são fortes, mas
a Solvay procura atuar em especialidades, de maior valor agregado”,
conta Abdalla.
Uma especialidade que a Solvay conseguiu introduzir com sucesso foi
o polietileno para a produção de tanque de combustíveis. “Várias linhas
de carros já têm o tanque feito com polietileno da Solvay. Como produzimos
relativamente pouco, queremos produzir coisas que fujam o máximo possível
da concorrência”, finaliza o diretor. |
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