Matéria de Capa - Edição 246 – Março de 2003 – Revista Petro & Química
A maior produtora de polipropileno do Brasil
Pela primeira vez, Luis Inácio Lula da Silva voltou a região do ABC paulista, não mais como um líder sindical, mas como presidente da República. E, como retribuição, recebeu uma doação para o programa Fome Zero, referente as primeiras 50 toneladas de polipropileno especificado produzidos pela nova planta da Polibrasil –que Lula inaugurou durante a visita.

Com capacidade para produzir 300 mil toneladas por ano, a nova unidade coloca a Polibrasil à frente do mercado nacional de polipropileno – somando a produção desta fábrica com as unidades localizadas em Duque de Caxias / RJ e Camaçari / BA, a capacidade saltará das atuais 450 mil toneladas para 750 mil toneladas anuais. Inicialmente a nova fábrica irá substituir a atual unidade instalada no pólo, que tem capacidade instalada de 125 mil toneladas anuais. “A planta atual continuará produzindo caso haja demanda”, explica Roriz.

Só na nova unidade, onde a Polibrasil investiu US$ 217 milhões, serão produzidos 50 diferentes produtos, sendo 10 grades inéditos –para fazer a ampliação, a companhia contou com financiamento de US$ 51 milhões do BNDES, US$ 90 milhões de um pool de bancos estrangeiros, US$ 52 milhões dos acionistas e US$ 24 milhões de recursos próprios.

A nova unidade opera com a mais nova versão da tecnologia Spheripol – a nova planta destaca-se pela otimização dos processos, que incluem catalisadores Ziegler-Natta. A planta também possui uma moderna infra-estrutura logística, contando com 32 silos de grande capacidade.

A maioria das aplicações serão dirigidas ao segmento de embalagens. “Entre seis e oito grades atenderão ao segmento automotivo. Em 2002 a Polibrasil comercializou 20 mil toneladas para o setor”, comenta Ademir Livio, da área de Polímeros Especiais da empresa.

O próximo passo será a ampliação da unidade localizada em Duque de Caxias / RJ, onde a Polibrasil irá desembolsar cerca de US$ 15 milhões para aumentar sua capacidade de produção de 200 mil para 300 mil toneladas, com o propeno fornecido pela Rio Polímeros.

Em 2002 –um ano em que o consumo doméstico de polipropileno apresentou crescimento superior às outras resinas– a Polibrasil fechou o exercício com lucro líquido de R$ 25 milhões, 49,5% superior ao alcançado em 2001.
Ed. 246 - Março de 2003
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