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A maior produtora de polipropileno
do Brasil
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Pela primeira vez, Luis Inácio Lula da Silva voltou a região do
ABC paulista, não mais como um líder sindical, mas como presidente
da República. E, como retribuição, recebeu uma doação para o programa
Fome Zero, referente as primeiras 50 toneladas de polipropileno especificado
produzidos pela nova planta da Polibrasil –que Lula inaugurou durante
a visita.
Com capacidade para produzir 300 mil toneladas por ano, a nova unidade
coloca a Polibrasil à frente do mercado nacional de polipropileno
– somando a produção desta fábrica com as unidades localizadas em
Duque de Caxias / RJ e Camaçari / BA, a capacidade saltará das atuais
450 mil toneladas para 750 mil toneladas anuais. Inicialmente a nova
fábrica irá substituir a atual unidade instalada no pólo, que tem
capacidade instalada de 125 mil toneladas anuais. “A planta atual
continuará produzindo caso haja demanda”, explica Roriz.
Só na nova unidade, onde a Polibrasil investiu US$ 217 milhões, serão
produzidos 50 diferentes produtos, sendo 10 grades inéditos –para
fazer a ampliação, a companhia contou com financiamento de US$ 51
milhões do BNDES, US$ 90 milhões de um pool de bancos estrangeiros,
US$ 52 milhões dos acionistas e US$ 24 milhões de recursos próprios.
A nova unidade opera com a mais nova versão da tecnologia Spheripol
– a nova planta destaca-se pela otimização dos processos, que incluem
catalisadores Ziegler-Natta. A planta também possui uma moderna infra-estrutura
logística, contando com 32 silos de grande capacidade.
A maioria das aplicações serão dirigidas ao segmento de embalagens.
“Entre seis e oito grades atenderão ao segmento automotivo. Em 2002
a Polibrasil comercializou 20 mil toneladas para o setor”, comenta
Ademir Livio, da área de Polímeros Especiais da empresa.
O próximo passo será a ampliação da unidade localizada em Duque de
Caxias / RJ, onde a Polibrasil irá desembolsar cerca de US$ 15 milhões
para aumentar sua capacidade de produção de 200 mil para 300 mil toneladas,
com o propeno fornecido pela Rio Polímeros.
Em 2002 –um ano em que o consumo doméstico de polipropileno apresentou
crescimento superior às outras resinas– a Polibrasil fechou o exercício
com lucro líquido de R$ 25 milhões, 49,5% superior ao alcançado em
2001. |
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