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A central de matérias-primas
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O projeto de ampliação da produção deverá propiciar uma otimização
energética na Petroquímica União. No ano passado, a empresa já passou
por uma modernização tecnológica, principalmente na instrumentação,
quando ocorreu a Parada Geral de Manutenção.
Dos R$ 94 milhões investidos na Parada Geral de Manutenção, uma parcela
substancial foi aplicada em modernização e melhorias das plantas.
“Afinal foram seis anos de operação ininterrupta. Era necessário recuperar
todas as partes que precisam trabalhar mais seis anos. De modernização
tecnológica, dois aspectos foram importantes: na parte de instrumentação,
muita coisa foi substituída por equipamentos mais modernos, e na torre
de propeno, as bandejas do splieter foram substituídas, aumentando
a capacidade de circulação e adequando os processos para atender as
especificações requeridas pela nova planta da Polibrasil”.
Nos 26 dias em que esteve parada a empresa deixou de ofertar ao mercado
cerca de 150 mil toneladas de petroquímicos básicos. Somado isso à
desvalorização cambial e à alta nos preços da nafta, a Petroquímica
União fechou o ano de 2002 com um lucro líquido de R$ 4,9 milhões
– bem abaixo dos R$ 80,2 milhões apresentados em 2001.
A central petroquímica tem até como opção importar a matéria-prima
utilizando a infra-estrutura da Transpetro –mas a opção é mesmo adquirir
a matéria-prima produzida no Estado de São Paulo. A nafta representa
70% do custo de produção da central. Operacionalmente, a Petroquímica
União comercializou um total de 1,3 milhão toneladas de produtos petroquímicos
básicos e um volume de 195 milhões de litros de gasolina – que, a
exemplo do GLP, antes era devolvido às refinarias, e agora a PQU pode
vender às distribuidoras, agregando rentabilidade. “O negócio da PQU
é a petroquímica de base (eteno, propeno e benzeno). Entretanto estamos
diante de uma questão de desequilíbrio estrutural, e como é possível
repassar o aumento dolarizado da nafta à toda a cadeia petroquímica,
o GLP e a gasolina agregam um valor adicional”, explica Roberto Garcia.
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