Matéria de Capa - Edição 246 – Março de 2003 – Revista Petro & Química
A central de matérias-primas
O projeto de ampliação da produção deverá propiciar uma otimização energética na Petroquímica União. No ano passado, a empresa já passou por uma modernização tecnológica, principalmente na instrumentação, quando ocorreu a Parada Geral de Manutenção.

Dos R$ 94 milhões investidos na Parada Geral de Manutenção, uma parcela substancial foi aplicada em modernização e melhorias das plantas. “Afinal foram seis anos de operação ininterrupta. Era necessário recuperar todas as partes que precisam trabalhar mais seis anos. De modernização tecnológica, dois aspectos foram importantes: na parte de instrumentação, muita coisa foi substituída por equipamentos mais modernos, e na torre de propeno, as bandejas do splieter foram substituídas, aumentando a capacidade de circulação e adequando os processos para atender as especificações requeridas pela nova planta da Polibrasil”.

Nos 26 dias em que esteve parada a empresa deixou de ofertar ao mercado cerca de 150 mil toneladas de petroquímicos básicos. Somado isso à desvalorização cambial e à alta nos preços da nafta, a Petroquímica União fechou o ano de 2002 com um lucro líquido de R$ 4,9 milhões – bem abaixo dos R$ 80,2 milhões apresentados em 2001.

A central petroquímica tem até como opção importar a matéria-prima utilizando a infra-estrutura da Transpetro –mas a opção é mesmo adquirir a matéria-prima produzida no Estado de São Paulo. A nafta representa 70% do custo de produção da central. Operacionalmente, a Petroquímica União comercializou um total de 1,3 milhão toneladas de produtos petroquímicos básicos e um volume de 195 milhões de litros de gasolina – que, a exemplo do GLP, antes era devolvido às refinarias, e agora a PQU pode vender às distribuidoras, agregando rentabilidade. “O negócio da PQU é a petroquímica de base (eteno, propeno e benzeno). Entretanto estamos diante de uma questão de desequilíbrio estrutural, e como é possível repassar o aumento dolarizado da nafta à toda a cadeia petroquímica, o GLP e a gasolina agregam um valor adicional”, explica Roberto Garcia.
Ed. 246 - Março de 2003
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