Matéria de Capa - Edição 246 – Março de 2003 – Revista Petro & Química
Ipiranga Petroquímica busca alternativas
Definitivamente a Ipiranga Petroquímica não atravessa o melhor momento dos seus 20 anos de história. Nos últimos anos, a empresa atravessou todos os percalços do setor petroquímico e ainda amargou problemas para acertar a qualidade na planta de polietileno linear – inaugurada em 1999. “Tudo foi uma questão de aprendizado. Era uma nova resina, e uma nova tecnologia. Mas desde 2001 as coisas já estão acertadas”, garante Jayme Moura, gerente de Desenvolvimento e Especialidades da empresa.

Solucionado esse problema, a Ipiranga viu-se às voltas com a desvalorização cambial, que aumentou seu endividamento em dólar, e pela compressão das margens. No final das contas a Ipiranga Petroquímica puxou para baixo os resultados do Grupo Ipiranga. No ano passado, a receita líquida da empresa foi de R$ 883 milhões – igual ao apresentado em 2001.

Mas os executivos e engenheiros da empresa vivem centrados em buscar novas alternativas de produtos e mercados. Só para este ano estão previstos R$ 1,5 milhão em investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos – um PELBD e um PEAD tops de linha para o mercado de filmes. A Ipiranga Petroquímica é a maior produtora de polietileno de alta densidade da América Latina, respondendo por 38% da produção nacional.
Ed. 246 - Março de 2003
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