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A Central de matérias-primas
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Os executivos da Copesul tiveram muita dor de cabeça em 2002. A
empresa só não fechou com resultado pior porque o hedge da dívida
em moeda estrangeira, a redução do endividamento e o crescimento do
volume de vendas foram determinantes. A empresa encerrou o exercício
apresentando um resultado efetivo de R$ 73,2 milhões, que superou
em 64,9 milhões o resultado de 2001.
Com a indexação dos valores da dívida ao certificado de depósito interbancário
–CDI–, que resguardou a dívida em moeda estrangeira dos efeitos da
variação cambial, a Copesul evitou uma despesa adicional de aproximadamente
R$ 380 milhões.
Embora o crescimento da economia mundial tenha sido aquém do estimado,
a Copesul aumentou em 5% o volume de vendas. As exportações foram
favorecidas pela recuperação dos preços dos petroquímicos no mercado
externo. Em termos operacionais, a ocupação média da capacidade instalada
passou de 82% em 2001 para 88% em 2002, mesmo com a parada não programada
que paralisou a produção durante 14 dias.
Em busca de maior competitividade, a Copesul buscou no mercado externo
novas alternativas de suprimento de matérias-primas, importando, principalmente
da Argélia e da Argentina, 48% do total de nafta consumida no ano.
“A nafta chega bastante competitiva, em termos de qualidade e preço.
E é isso o que procuramos”, informa Karim, sem dar mais detalhes sobre
condições comerciais.
Num cenário de altos preços das matérias-primas, outra saída encontrada
pela Copesul é processar o GLP oriundo do craqueamento da nafta. Isso
só é possível porque a Planta 2 foi construída com flexibilidade para
processar, além da nafta, GLP e condensado.
Para este ano, estão previstos investimentos na produção de GLP –serão
25 mil m³ mensais– quando a empresa deverá dar início a uma política
comercial mais agressiva. A Copesul já produz e comercializa, sem
investimentos significativos, 12 mil m³ mensais de gasolina. “Esse
negócio trouxe ganhos, mas tem oscilado bastante”, completa a executiva.
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