Matéria de Capa - Edição 246 – Março de 2003 – Revista Petro & Química
A Central de matérias-primas
Os executivos da Copesul tiveram muita dor de cabeça em 2002. A empresa só não fechou com resultado pior porque o hedge da dívida em moeda estrangeira, a redução do endividamento e o crescimento do volume de vendas foram determinantes. A empresa encerrou o exercício apresentando um resultado efetivo de R$ 73,2 milhões, que superou em 64,9 milhões o resultado de 2001.

Com a indexação dos valores da dívida ao certificado de depósito interbancário –CDI–, que resguardou a dívida em moeda estrangeira dos efeitos da variação cambial, a Copesul evitou uma despesa adicional de aproximadamente R$ 380 milhões.

Embora o crescimento da economia mundial tenha sido aquém do estimado, a Copesul aumentou em 5% o volume de vendas. As exportações foram favorecidas pela recuperação dos preços dos petroquímicos no mercado externo. Em termos operacionais, a ocupação média da capacidade instalada passou de 82% em 2001 para 88% em 2002, mesmo com a parada não programada que paralisou a produção durante 14 dias.

Em busca de maior competitividade, a Copesul buscou no mercado externo novas alternativas de suprimento de matérias-primas, importando, principalmente da Argélia e da Argentina, 48% do total de nafta consumida no ano. “A nafta chega bastante competitiva, em termos de qualidade e preço. E é isso o que procuramos”, informa Karim, sem dar mais detalhes sobre condições comerciais.

Num cenário de altos preços das matérias-primas, outra saída encontrada pela Copesul é processar o GLP oriundo do craqueamento da nafta. Isso só é possível porque a Planta 2 foi construída com flexibilidade para processar, além da nafta, GLP e condensado.

Para este ano, estão previstos investimentos na produção de GLP –serão 25 mil m³ mensais– quando a empresa deverá dar início a uma política comercial mais agressiva. A Copesul já produz e comercializa, sem investimentos significativos, 12 mil m³ mensais de gasolina. “Esse negócio trouxe ganhos, mas tem oscilado bastante”, completa a executiva.
Ed. 246 - Março de 2003
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