São Paulo, 8 de Janeiro de 2007

Brasil poderá economizar US$ 2 bi de dólares ao ano com implantação do Comperj, revela estudo da Coppe/UFRJ

O Brasil poderá economizar cerca de US$ 2 bilhões de dólares por ano com a construção do Complexo Petroquímico Integrado do Rio de Janeiro - Comperj. Esta é uma das conclusões do estudo realizado por pesquisadores do Programa de Planejamento Energético da Coppe, que chegou a ser premiado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo na ultima edição da Rio Oil & Gas.

O estudo demonstra que com a integração a Petrobras deixará de perder, no mínimo, entre U$ 10,00 e U$ 20,00 por barril, que equivale ao desconto do óleo brasileiro no mercado internacional, devido principalmente a menor qualidade relativa do produto.

O Complexo vai adicionar no mercado nacional, entre outros insumos, 1.200 toneladas de eteno, um subproduto do petróleo e matéria-prima para a produção de polímeros, que são transformados em plástico. "Esse acréscimo vai gerar U$ 4,2 milhões a mais por mês à Petrobras, que passará a fornecer insumos para a produção de bens de consumo final, como automóveis e eletrônicos, o que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil.

Precisamos ter disponibilidade desses produtos petroquímicos para abastecer um mercado, cuja demanda é muito grande em países como África do Sul, Índia, China e o próprio Brasil. E o melhor é que para fazer isso utilizará tecnologias que, em boa parte, foram desenvolvidas no Brasil", enfatiza o economista Gabriel Gomes, um dos autores do estudo.


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