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O Brasil poderá economizar cerca de US$ 2 bilhões de dólares
por ano com a construção do Complexo Petroquímico
Integrado do Rio de Janeiro - Comperj. Esta é uma das conclusões
do estudo realizado por pesquisadores do Programa de Planejamento Energético
da Coppe, que chegou a ser premiado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo
na ultima edição da Rio Oil & Gas.
O estudo demonstra que com a integração a Petrobras deixará
de perder, no mínimo, entre U$ 10,00 e U$ 20,00 por barril, que
equivale ao desconto do óleo brasileiro no mercado internacional,
devido principalmente a menor qualidade relativa do produto.
O Complexo vai adicionar no mercado nacional, entre outros insumos, 1.200
toneladas de eteno, um subproduto do petróleo e matéria-prima
para a produção de polímeros, que são transformados
em plástico. "Esse acréscimo vai gerar U$ 4,2 milhões
a mais por mês à Petrobras, que passará a fornecer
insumos para a produção de bens de consumo final, como automóveis
e eletrônicos, o que é fundamental para o desenvolvimento
do Brasil.
Precisamos ter disponibilidade desses produtos petroquímicos para
abastecer um mercado, cuja demanda é muito grande em países
como África do Sul, Índia, China e o próprio Brasil.
E o melhor é que para fazer isso utilizará tecnologias que,
em boa parte, foram desenvolvidas no Brasil", enfatiza o economista
Gabriel Gomes, um dos autores do estudo.
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