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Edição 326 • 2010 |
Estudo da corrosão de aço AISI 1020 em meio de petróleo
Emerson C. Rios
– Mestre Bolsista
Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e
Cerâmica - LIEC / UFSCar,
Alexsandro M. Zimer – Dr. Pesquisador - LIEC / UFSCar,
Marcos B.J.G. de Freitas – Dr. Professor -
LabPetro / UFES;
Lúcia H. Mascaro – PHD Professora
- LIEC / UFSCar;
Ernesto C. Pereira – PHD Professor -
LIEC / UFSCar.
Resumo
A agressão química do petróleo, o qual contém compostos
corrosivos tais como H2S, CO2
, ácidos naftênicos e sais dissolvidos em fase aquosa, combinada com efeitos de variação
do pH, temperatura, fl uxo e pressão, tem grande infl uência
na taxa de corrosão em equipamentos de aço. Considerando
a fase aquosa contida no petróleo, neste trabalho foram estudados os tipos de corrosão do aço AISI 1020 em petróleo
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API
com diferentes quantidades de água do mar emulsionada. Devido à alta resistividade elétrica do petróleo, foi utilizada a técnica de Espectroscopia de Impedância Eletroquímica – EIE, para a realização das medidas. Os espectros obtidos
por EIE apresentam três semi-círculos, sendo que em altas
frequências (>10Hz) predomina o efeito capacitivo e resistivo do bulk do petróleo e em médias (10 – 0.05Hz) e baixas
(< 0.05Hz) frequências os efeitos de adsorção, dupla camada
elétrica e resistência à transferência de carga na interface do
eletrodo são predominantes. Imagens ópticas foram obtidas
após a corrosão acelerada dos sistemas aço/emulsões, verificando-se a variação na morfologia do ataque. Os métodos utilizados possibilitam estimar a velocidade e identifi car o tipo
de corrosão predominante do aço em meio de petróleo.
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Aspectos da corrosão
microbiológica em tubulações de
água de serviço em refinarias
Hezio Rosa da Silva -
Mestre em Engenharia
Metalúrgica – Engenheiro de
Equipamentos – Petrobras,
Daniel Amorim Silva
Técnico de Inspeção de
Equipamentos - Petrobras
Gabriel Lucius de Castro Silva - Técnico de Inspeção de
Equipamentos - Petrobras
Resumo
Processos corrosivos induzidos por microorganismos, fenômeno mais conhecido por corrosão microbiológica, por ser
induzido principalmente por bactérias, são muito comuns em
muitos materiais metálicos constituintes de diversos sistemas
industriais, tais como, sistemas de resfriamento, trocadores
de calor, sistemas de distribuição de água dentre outros. Dentre as bactérias mais frequentemente associadas a processos
corrosivos estão as bactérias redutoras de sulfato, bactérias
oxidantes de enxofre e seus compostos, bactérias oxidantes de
ferro e bactérias formadoras de limo ou biofilmes. O presente
trabalho relata a investigação de um processo dessa natureza
observado em uma tubulação de água de processo industrial
em uma refi naria da Petrobras após 6,5 anos de operação a
partir da montagem inicial. Uma inspeção de campo mais detalhada identificou cerca de 86 furos resultantes desse tipo
de corrosão em uma extensão de apenas 800 metros. Através
de inspeções de campo e análises de laboratório foi possível concluir que o processo corrosivo está relacionado com
a atividade de bactérias redutoras de sulfato e de bactérias
oxidantes de ferro. Foi possível observar que todas as variáveis que influenciam esse tipo de corrosão; velocidade de fluxo, temperatura ambiente, pH e contaminantes da água;
apresentaram valores e condições ambientes dentro da faixa ótima de máxima atividade bacteriana. A análise mostrou
ainda que a atividade bacteriana que desencadeia o processo
corrosivo é particularmente sensível às condições de baixa
velocidade de fluxo e de microclimas existentes ao longo de
toda a tubulação.
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Visão crítica da aplicação dos
revestimentos anti-corrosivos
na indústria de construção e
montagem offshore
Ronaldo Rollin Pinheiro, Fernando Benedicto Mainier,
Miguel Luiz Ribeiro Ferreira -
Escola de Engenharia,
Universidade Federal Fluminense
Resumo
O trabalho apresenta um resumo dos resultados obtidos na
disciplina de pintura industrial no projeto de pesquisa desenvolvido pela Escola de Engenharia da Universidade Federal
Fluminense com apoio da Petrobras e participação de diversas empresas EPCistas com o objetivo de mapear o estado
da arte da tecnologia de construção e montagem. Neste projeto foram visitados estaleiros no Brasil, Noruega, Malásia,
Coréia do Sul e Cingapura identifi cando em cada um deles
os métodos e processos utilizados na pintura industrial, os
processos de qualifi cação de pessoal, a documentação utilizada, a organização do trabalho e as questões de SMS relativas à disciplina de pintura industrial. Os resultados obtidos
permitiram uma comparação com as práticas observadas nos
estaleiros nacionais e a identifi cação de oportunidades de melhoria da produtividade e da qualidade do serviço realizado
por estes estaleiros.
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Revestimentos nanoestruturados
para proteção anti-corrosiva
Cláudia B. Pelizaro -
Mestre, Pesquisadora – Nanox Tecnologia S.A.
Daniel T. Minozzi -
Mestre, Diretor – Nanox Tecnologia S.A.
Luiz Gustavo P. Simões -
Doutor, Presidente– Nanox Tecnologia S.A.
André L. Araujo -
Mestre, Diretor – Nanox Tecnologia S.A.
Mauricio R. B. Delmonte -
Mestre, Diretor – Nanox Tecnologia S.A.
Introdução
Fornos de coqueamento retardado sofrem corrosão interna
por pites causada por incrustação de carbono. Essa incrustação é
ocasionada pelo fluido que passa em seu interior, que é rico em
carbono. O fluido, que esta em alta temperatura e pressão, libera
esse carbono que reage com os metais presentes na liga, formando pontos de "germinação" para a incrustação de coque. Para retirar o coque depositado, é necessário utilizar técnicas mecânicas
que acabam retirando um pouco da liga junto. Com o tempo, a
limpeza tem que ser feita com maior frequência, causando danos
mais severos.
Para proteger a liga e aumentar o tempo de campanha desses fornos a Nanox desenvolveu filmes finos cerâmicos
nanoestruturados para serem aplicados na superfície interna dos
tubos dos fornos. Para avaliar o filme foram realizados ensaios
de cementação. O ensaio de cementação foi realizado com a
liga com e sem o filme embebida no próprio fluido utilizado nos
fornos e aquecidos em vaso de pressão a 700 °C por 8 horas.
Ensaios metalograficos e perfil de microdureza Vickers foram
realizados e mostraram a eficiência do filme fino cerâmico nano-estruturado como barreira ao carbono. |
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Proposição de um mecanismo
e de um critério de previsão de
corrosão por corrente alternada
em dutos enterrados
Zehbour Panossian -
Doutora em Ciências, Professora convidada da
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e
responsável pelo Laboratório de Corrosão e Proteção
do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT,
Sérgio E. Abud Filho -
Químico, atuando no Laboratório de Corrosão e
Proteção do Instituto de Pesquisas Tecnológicas– IPT,
Neusvaldo L. de Almeida
Mestre em Engenharia, Pesquisador do Instituto
de Pesquisas Tecnológicas – IPT,
Mário L. Pereira Filho -
Doutor em Engenharia, Responsável pelo
Laboratório de Equipamentos Elétricos e Ópticos
do Instituto de Pesquisas Tecnológicas– IPT,
Diogo L. Silva
Técnico em metalurgia, atuando no Laboratório
de Corrosão e Proteção do Instituto de Pesquisas
Tecnológicas – IPT,
Eduardo W. Laurino -
Consultor Técnico, Petrobras Transporte/Transpetro,
João Hipólito de L. Oliver -
Consultor Técnico, Petrobras Transporte/Transpetro,
Gutemberg de S. Pimenta-
Consultor Sênior, Petrobras/Cenpes,
José Álvaro de C. Albertini -
Engenheiro de Automação, Petrobrás Transporte/Transpetro
Resumo
Nos últimos anos, a corrosão provocada por corrente alternada induzida em dutos enterrados e catodicamente protegidos tem atraído a atenção de muitos profi ssionais e pesquisadores. Estudos em desenvolvimento têm mostrado que, dependendo da densidade de corrente AC, da frequência de
corrente AC, dos níveis de proteção catódica dos dutos e das
condições do meio onde os dutos estão enterrados, a corrosão por corrente AC pode ou não ocorrer. Na literatura, são
encontrados alguns critérios de probabilidade de ocorrência
deste tipo de corrosão, os quais nem sempre são concordantes. Além disto, não há um consenso a respeito dos mecanismos de corrosão por corrente AC. O presente trabalho tem
o propósito de compreender os mecanismos de corrosão por
corrente AC por meio de resultados de ensaios realizados em
laboratório e, com base neste mecanismo, propor um critério de previsão da probabilidade de ocorrência ou não desta corrosão em campo. |
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Planejamento estratégico da
manutenção –
um olhar para o futuro
Silas Santos de Oliveira -
Graduado em Engenharia Elétrica
Gerente de Manutenção e Confi abilidade da Petrorecôncavo S.A
Resumo
A manutenção e a confi abilidade são funções estratégica nas organizações, e têm um objetivos claros em garantir
a disponibilidade e confi abilidade requeridas pelas unidades industriais, preservando a segurança e integridade das
pessoas, instalações e meio ambiente, com custos otimizados para assegurar a competitividade e crescimento dos
negócios das organizações. Neste contexto competitivo
faz -se necessário o diferencial da gestão estratégica que
transforma a manutenção e confi abilidade integrando-a de
forma eficaz ao processo produtivo e contribuindo, efetivamente, para que a empresa caminhe rumo à excelência
empresarial. Neste cenário é fundamental uma gestão baseada em um espírito de servir que transforma os processos de comunicação entre os acionistas e clientes através
de empresários que modifi cam e infl uenciam os resultados
de forma a se obter maior produtividade, líderes que moti-
vam as pessoas, tecnologia em constante inovação e fundamentalmente um ambiente onde os aspectos de segurança,
saúde e meio ambiente são parte dos valores pessoais de
cada pessoa das organizações. |
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Estudo da influência da composição
química do metal de adição nas
propriedades mecânicas e na
susceptibilidade à corrosão sob tensão
de juntas soldadas do aço inoxidável
ferrítico AISI 444, focadas para
aplicações na indústria petrolífera
Pedro Duarte Antunes-
Materiais para Engenharia. M.Sc.-
Universidade Federal de Itajubá. Itajubá – MG,
Edmilson Otoni Corrêa -
Eng° Mecânico. M.Sc. D.Sc. -
Universidade Federal de Itajubá. Itajubá – MG,
Rafael Marcos Cortez -
Eng° Mecânico -
Imbel– Indústria de Materiais Bélicos do Brasil - Itajubá – MG
Andreas Nascimento -
Eng° Petróleo. Institute of Mining and Petroleum
Engineering. Mining University of Leoben - Austria
Resumo
O objetivo deste trabalho foi investigar a infl uência do
metal de adição sobre as propriedades mecânicas e sobre a
susceptibilidade ao trincamento por corrosão sob tensão
(CST) de juntas soldadas do aço inoxidável ferrítico AISI 444
em solução de MgCl
2.Dois tipos de metal de adição de aço
inoxidável austenítico (E309L e E316L) foram usados, com o
intuito de se produzir juntas soldadas com zonas fundidas de
diferentes composições químicas. Para avaliar a susceptibilidade das juntas à CST foram realizados testes sob carga constante seguido da caracterização microestrutural dos corpos de
prova testados. Os resultados de tração e dureza mostraram
que a junta soldada com o metal de adição E309L apresentou limite de resistência à fratura superior ao encontrado na
junta soldada com o metal de adição E316L. Testes de CST
mostraram que a interface entre o metal de solda e a zona
termicamente afetada (ZTA) foi a região mais susceptível ao
trincamento. Os resultados mostraram também que a junta do
aço 444 soldada com o eletrodo E309L apresentou melhor
resistência à CST. Isto pode ser atribuído a presença de uma
rede de ferrita delta descontínua presente no metal de solda,
a qual atuou como uma barreira à propagação de trincas da
zona fundida para zona de ligação e ZTA do aço 444. |
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Monitoração de corrosão interna
em dutos de petróleo e derivados
Anna Maria C. Carvalho-
Mestre, Engenheira Química
ROXAR do Brasil Ltda,
Lorena Cristina de Oliveira Tiroel -
Mestre em Engª Química, Engª de Terminais e Dutos
Petrobras Transportes S.A
Ricardo Mouro -
Químico -
Elfe Soluções em Serviços,
Vinícius de Ávila Jorge -
Engenheiro de Processamento
Petrobras Transportes S.A
Resumo
O objetivo do trabalho é apresentar o programa e as
técnicas utilizadas para a monitoração da corrosão interna
em um duto de petróleo e um duto de derivados claros. Estes dutos são operados pela Transpetro e estão localizados
em São Paulo e Centro Oeste. Resultados de taxas de corrosão por perda de massa em cupons são correlacionados
com os resultados obtidos por sonda de resistência elétrica
Análises de campo e análises químicas de resíduos e de
fase aquosa de amostras coletadas nos locais de monitoração e em canhão são associadas aos resultados de taxas
de corrosão e ao processo corrosivo. Análises microbiológicas de Bactérias Redutoras de Sulfetos (BRS), bactérias
anaeróbicas e aeróbicas, incluindo produtoras de ácido são
apresentadas.
Ensaios de corrosividade NACE TM 0172 nos fluidos dos
dutos de claro são realizados para avaliação da corrosividade dos fluídos e para otimização da injeção de inibidores de
corrosão. |
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Proposta de uma metodologia
para definição do tempo ótimo de
substituição de equipamentos
Eduardo Calixto -
Engenheiro – Petrobras
Resumo
O artigo tem como objetivo propor uma metodologia para
definir o tempo ótimo de substituição de equipamentos críticos
considerando a confi abilidade e o custo operacional . Assim o
primeiro passo é a identifi cação do equipamento crítico para o
processo, ou seja, aqueles que mais impactam na disponibilidade e confi abilidade do sistema. Para isso é necessário definir
requisitos como o impacto da indisponibilidade e da confi abilidade do equipamento no sistema. Em seguida é necessário avaliar a vida útil dos equipamentos para defi nição de uma política
de manutenção adequada. Após essa definição, é fundamental
a verificação do nível de restauração ou não da confiabilidade
após a manutenção, ou seja, o crescimento ou decrescimento
da confi abilidade através da variação do tempo médio espera
do de falhas acumulado e do número esperado de falhas futuros. Por último deve ser feito uma análise econômica do custo
operacional pra defi nir o ponto ótimo de troca do equipamento
caso seja necessário. Para análise crítica da metodologia proposta será feito um estudo de caso de compressores de uma
unidade de craqueamento catalítico de uma refi naria brasileira,
verificando se é necessário substituir os compressores e qual o
tempo ótimo de substituição. |
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