| Edição 227 – Junho de 2001 |
| Petrobras investe em novas tecnologias offshore |
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Petrobras vem investindo no uso
de manifolds com novas tecnologias, visando simplificar os sistemas de
produção offshore. É o caso do manifold submarino com atuação compartilhada,
provido de válvulas manuais operadas por uma ferramenta que se desloca
no topo do manifold para operar as diversas válvulas. “O protótipo de
manifold submarino com atuadores compartilhados já está em funcionamento.
Estamos também estudando sistemas submarinos com acionamento totalmente
elétrico”, diz Cezar Paulo, gerente de Tecnologia Submarina do Centro
de Pesquisas da Petrobras. Este protótipo já se encontra instalado e operando
no campo de Enchova Oeste. |
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Outro estudo em que os engenheiros
da Petrobras estão debruçados é o desenvolvimento de sistemas submarinos
totalmente elétricos, isento de linhas hidráulicas. Nas árvores de natal,
existem alguns sensores submarinos que enviam sinais para a plataforma
(sensores de pressão, de temperatura e de detecção de passagem de pig),
a quilômetros de distância, de onde são controlados. O comando de abertura
e fechamento das válvulas é feito por pressurização das linhas de controle
(que vai dentro do umbilical de controle), sendo uma linha hidráulica
para cada válvula, nos sistemas com controle hidráulico direto. |
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ABB desenvolve
sistema de separação submerso |
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| Dezen destaca ainda outros desenvolvimentos
paralelos ao Subsis, como o sistema de distribuição de energia elétrica
e os medidores de nível desenvolvidos para serem instalados no fundo do
mar. Um dos pontos fundamentais no processo de separação é o nível óleo
– água – gás estar equiparado aos parâmetros determinados. “Como é algo
que está indo para o fundo do mar, que não poderá receber uma manutenção
constante, houve a necessidade de desenvolver medidores de última geração.
Um deles trabalha por ressonância magnética, enquanto outro opera por indutância
combinada com capacitância elétrica. Existe ainda uma ferramenta que pode
trocar esses medidores em caso de falha, e o próprio equipamento tem um
sistema de by pass – um pequeno manifold submarino no qual todo o óleo vai
direto para a plataforma – no caso de haver algum problema”. Paralelamente ao Subsis, a ABB desenvolveu o sistema submarino de distribuição de energia elétrica – Sepdis, que consiste em um transformador que reduz a tensão de distribuição de energia elétrica para a tensão de consumo das plataformas. Além do sistema, a ABB também desenvolveu os equipamentos, como o conector elétrico de 16 KvA. Novidade para o mercado brasileiro O sistema pode ser interessante para o mercado brasileiro, pois elimina também a necessidade da instalação de sistema de separação em plataformas flutuantes, reduzindo seu tamanho e custo. A própria Petrobras desenvolveu um sistema de separação baseado numa coluna vertical, com uma helicoide, que imprime a centrifugação na entrada do fluido, para separar as três fases. A intenção da empresa era separar o gás – para posterior reinjeção no poço – da fase líquida – para ser processada na superfície. Por enquanto, esse é o único equipamento para separação de óleo – água – gás instalado no Brasil. Mas as duas tecnologias apontam para a utilização de um tanque horizontal de decantação. “Provavelmente haverá confluência de idéias, e estaremos vendo algo similar ao Subsis instalados no país”, prevê Dezen. |
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| Kvaerner lança umbilical
integrado de produção Se existia algum mistério na exploração em águas profundas, ele está acabando! A Kvaerner é responsável por parte disso, ao criar, em função da necessidade do mercado mundial – inclua-se aí o Brasil – um moderno umbilical integrado de produção, com tubos de aço, em substituição às linhas constituídas de termoplásticos. Após passar por uma grande reestruturação a Kvaerner atualmente concentra suas atividades em duas grandes divisões: Oil & Gas e Engenharia e Construção. A divisão de Oil & Gas está a todo vapor no mercado brasileiro de equipamentos subsea, onde já atua há cerca de cinco anos, através de sua subdivisão KOP (Kvaerner Oilfield Products), enquanto que a divisão de Engenharia e Construção da Kvaerner recebeu neste mês a carta de intenção de um contrato EPCM para a fabricação de uma planta geradora de energia a gás em Macaé (Macaé Merchant) de propriedade da empresa Texana El Paso (700 Mw). De acordo com o coordenador de marketing da empresa, Johnar Olsen, os planos são ousados: “A empresa pretende aumentar a sua participação no mercado de equipamentos subsea, e desenvolver os novos mercados, de acordo com a sua atual estrutura que está assim organizada: Kvaerner do Brasil: é a entidade responsável pelas atividades da Kvaerner na América do Sul e abaixo dela atuam as subdivisões: KOP-Kvaerner Oilfield Products; KPS- Kvaerner Process Systems; KOG/MMO – Maintenance, Modification & Operation; KE&C – Kvaerner Engineering and Construction; KPB-Kvaerner Pulping & Paper. Olsen explica os planos da empresa em Macaé, onde a empresa está investindo em uma nova estrutura para possibilitar maior agilidade no atendimento ao cliente. “Como estamos trazendo novas tecnologias para o mercado brasileiro, tanto Upstream como Downtrean, se fez necessário nos aproximarmos do cliente. Atualmente este mercado, juntamente com a costa Oeste da África e o Golfo do México estão fortemente destacados no plano estratégico da empresa para os próximos 5 anos. Já a área de Papel e Celulose está para ser vendida e não mais fara parte do grupo Kvaerner que já esta presente no Brasil há mais de 30 anos, concentrando nossas atividades nas áreas com maior integração e sinergia, ou seja, Oil & Gas e Engenharia & Construção”.
Umbilical IPU e o mercado brasileiro Líder no mercado mundial deste tipo de umbilicais (steel tubes)e qualificada para profundidade de até 2.000 metros. a empresa não mediu esforços para demonstrar a superioridade desse equipamento em comparação às outras estruturas disponíveis no mercado e o potencial deste conceito de umbilical pode ser medido pela totalidade instalada ao redor do mundo: 850Km sem que nenhum tipo de falha ou acidente tenha ocorrido. (Novos projetos: Bonga na África e Canyon Express no Golfo do México). Em função da necessidade do mercado mundial e o domínio da tecnologia de umbilicais (steel tube) a Kvaerner sai na frente e lança um moderno conceito de umbilical integrado de produção (IPU), com tubos de aço, em substituição às linhas constituídas de termoplásticos agregada à linha de produção em um mesmo produto. Na prática, este novo umbilical, desenvolvido na unidade de produção de Moss, na Noruega, traz como vantagem a utilização de tubulações de aço em conjunto com as linhas de exportação da produção, injeção de fluidos, transmissão de energia elétrica, sinais hidráulicos e elétricos em uma única linha, além da redução nos CAPEX e OPEX, bem como aquelas decorrentes da redução da infra-estrutura submarina de umbilicais e linhas de escoamento de produção. Batizada de IPU (Integrated Production Umbilicals), este novo umbilical traz uma configuração que contém uma linha de escoamento de grande diâmetro interno (6” a 12”) para transporte de petróleo e gás, com isolamento térmico que impede o resfriamento da produção durante a operação normal. Com acordo de cooperação técnica com a Raychem para aquecimento elétrico, com a NSW para cabos de força e com a I.D. FOS para monitoração térmica, o IPU tem suficientes cabos de sinais e de força e tubos hidráulicos para operar diversos poços, sem mencionar condutores HV de alta capacidade para operar bombas e motores submarinos. IPU elimina necessidade de injeção de inibidor É certo que, atualmente, um dos grandes problemas no escoamento é a formação/obstrução de hidratos e deposição de parafinas nas linhas de produção. Na maioria dos casos é necessária a injeção contínua ou descontínua de inibidor de hidrato, que costuma ser bastante dispendiosa e exige uma grande capacidade de armazenamento. O mais grave, segundo especialistas, é que a injeção contínua de inibidores pode causar contaminação do produto e, na verdade, acontece apenas uma minimização do problema. Com o IPU estas desvantagens podem ser evitadas, utilizando-se uma combinação de tubulações isoladas e aquecidas, em que entra a concepção deste novo umbilical. O IPU foi apresentado em março deste ano no Brasil, e ganhou adeptos, já que tem um grande potencial na área internacional. A Petrobras já está desenvolvendo a utilização do IPU com diâmetro de 2,5 polegadas. |