60 anos da Petrobras
 

60 anos da Petrobras

Ninguém melhor para contar essa história

Repassar a história é, sobretudo, um exercício necessário para entender o presente. Trazemos essa proposta nas próximas páginas: refletir sobre os movimentos da Petrobras para compreender como ela se transformou nesse colosso.

A maior empresa do Brasil tem números impressionantes. Na história da industrialização do país, poucas empresas desempenharam papel de indução da economia. Nenhuma como a Petrobras. A missão de abastecer o país transformou radicalmente o panorama da pesquisa e da indústria brasileira. Cada passo dado mexe com a vida de pelo menos seis mil empresas.

Compreender esse valor fica mais fácil quando fazemos perguntas do tipo: “e se a Petrobras não fosse uma empresa estatal?”, “e se a Walter Link não tivesse escrito aquele relatório?”, “e se a Petrobras não comprasse equipamentos e serviços no país?”, “e se a Petrobras não tivesse descoberto petróleo no pré-sal?”

Para respondê-las, ouvimos oito presidentes – a atual (Maria das Graças Foster), os três que permaneceram no comando por mais tempo (Shigeaki Ueki, Joel Rennó e José Sergio Gabrielli), um funcionário de carreira (Armando Guedes Coelho), um que trouxe idéias de outro setor (Ozires Silva), um que enfrentou o desafio de transformá-la na maior empresa de energia da América Latina (Henri Philippe Reichstul) e um que enfrentou o desafio de ampliar a participação da indústria nacional nas encomendas da Petrobras (José Eduardo Dutra).

Há 37 anos acompanhamos essa história – choque do petróleo, Bacia de Campos, desenvolvimento da indústria petroquímica, autossuficiencia, pré-sal. Essa é a quinta edição comemorativa dedicada à Petrobras. Ninguém melhor para contá-la.

 

35 anos de Petro & Química

Bodas de coral

Há 35 anos, neste espaço reservado para a nossa conversa particular, prevíamos o advento de novas soluções para nossas necessidades energéticas em quatro décadas. Falta pouco para chegarmos lá – e já caminhamos bastante nessa direção. Mas a principal preocupação era “tocar o barco com aquilo que tínhamos”, ou seja, acompanhar o desenvolvimento que se descortinava.

Hoje, com 16,4 bilhões de barris de reservas confirmadas e perspectivas de alcançar os 100 bilhões no ápice de produção do Pré Sal, o setor pode receber até 100 trilhões de dólares em investimentos nos próximos 10 anos. Mas esse cenário não se desenhou de um dia para o outro. Ao contrário, é resultado do trabalho árduo de mais de uma geração de trabalhadores de todos os níveis da maior empresa brasileira, a Petrobras, das pesquisas do Cenpes e das Universidades e de seus fornecedores. Grupo muitas vezes atrapalhado por políticos e políticas.

Ao longo de seus 35 anos, Petro & Química assumiu a missão de formar novos escalões técnicos, acrescentar ideias aos engenheiros já formados, ajudar na busca de novas soluções tecnológicas e informar. As 340 edições publicadas até hoje renovam esse compromisso, manifestado na qualidade com que as informações são tratadas, como as fontes dessa informação são qualificadas e como as idéias são discutidas.

A revista Petro & Química então, elaborou uma linha do tempo destacando os principais acontecimentos dos setores de petróleo & gás, química e petroquímica. Contextualizando a evolução desses 35 anos, também estão nessa linha alguns marcantes anúncios publicitários.

Para colocar a devida perspectiva dos acontecimentos, esta edição tem a honra de trazer a história contada por nomes que prescindem de apresentação e que, além de vivê-la, ajudaram a moldá-la: Emílio Odebrecht, Armando Guedes Coelho, Giovanni Toniatti, José Brito de Oliveira, Mario Carminatti.

E como a cada aniversário se deseja sorte e se fazem previsões, a edição traz futuros possíveis na visão de nomes igualmente famosos: Ildo Sauer, Luis Cassinelli, James Speight, André Conde, Sergio Mooroka.

Também artigos escritos por especialistas discutem os desafios atuais da indústria petroquímica e o noticiário do mês relata os acontecimentos relevantes para o setor.

E não podemos omitir um agradecimento caloroso a todos os que colaboraram conosco nesse empreendimento – com seu apoio editorial e publicitário – e principalmente a você, leitor, que fazem a Petro & Química grande.

Bodas de 35 anos, de Coral. De origem orgânica, possuem o aspecto de pedras, formam recifes e atóis através de numerosas ramificações. O significado místico do coral traz um bom presságio: protege contra mal olhado e é indicado para uma relação harmônica com a natureza. Num momento em que o setor surge como o novo Eldorado – o que dá um certo alívio em relação à crise que se avizinha -, também faz refletir sobre seus recente desastres ecológicos e nos colocar alertas para que os próximos 35 anos tenham tanto ou mais a se comemorar.

 

Edição Especial -
Novembro de 2008

Jubileu de Ouro

Na primeira semana de outubro, enquanto os membros da Comissão de Transporte Dutoviário comemoravam mais um sucesso da Rio Pipeline, o pessoal ligado à área de Eventos já preparava o Pavilhão Brasileiro que representaria uma dezena de empresas nacionais na Argentina Oil & Gas. O ritmo frenético ilustra bem como é o dia-a-dia do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis – a parte mais importante da história do petróleo no Brasil.

O IBP foi oficialmente constituído na tarde do dia 21 de novembro de 1957. Helio Beltrão, Leopoldo Miguez de Mello e Plínio Cantanhede sabiam que o país necessitavam de uma entidade capaz de disseminar o conhecimento tecnológico entre os profissionais ligados à industria do petróleo. Levaram essa proposta para a assembléia realizada no Centro de Aperfeiçoamento e Pesquisas de Petróleo, onde estavam reunidos representantes de 19 empresas e uma entidade.

Naquele ano, o Brasil produziu uma média diária de 27 mil barris de petróleo, que não foram suficientes para sequer atender a demanda interna, que batia a casa dos 180 mil barris por dia. Sinal de que o Brasil precisava de mais – mais petróleo, mais refinarias, e principalmente, mais gente capacitada. Porque de nada adiantava ter todo esse petróleo se não houvesse alguém que soubesse como tirar ele de lá e transformasse nos produtos que compõem nosso moderno estilo de vida.

Em 2007 o IBP continua capacitando pessoas. O número de associados, que hoje é de ..., mostra o quanto o IBP cresceu – no papel de ator principal de uma industria que também cresceu, multiplicou sua produção de petróleo e derivados para atender toda a demanda. Mais do que isso, o IBP tem liderado importantes estudos setoriais para contribuir com o desenvolvimento da industria nacional.

Nesse intervalo de 50 anos de atividades a serviço do desenvolvimento da industria nacional do petróleo, o IBP participou de toda a dinâmica da indústria do petróleo no Brasil. Tornou-se o principal fórum de debates e disseminação de assuntos técnicos pertinentes a industria de petróleo no país.

O IBP estabeleceu uma ligação tão estreita com o país que pelos próximos 50 – ou quantos anos forem necessários – não haverá um só tema de relevância que não será discutido no âmbito do Instituto.

 

Edição 288 – Outubro/2006

Petro & Química 30 Anos

Não foi, digamos, uma penitência. Mas acompanhar fielmente o setor petroquímico brasileiro durante 30 anos foi tarefa para Hercules nenhum botar defeito. Cada uma das 288 edições de Petro & Química registrou momentos de tormento e de júbilo por que passaram executivos e técnicos, empresários e pesquisadores por três décadas.

Hoje só é possível falar em “empresas de classe mundial”, “auto-suficiência na produção de petróleo” – e por que não auto-suficiência na produção de uma publicação técnica – porque na década de 1970 algum brasileiro decidiu trilhar o caminho – às vezes cheio de espinhos, mas com muitas flores.

Naqueles anos, a economia nacional era fechada, praticando um modelo que protegia a produção interna. A estratégia de crescimento industrial era elaborada pelo Estado. As decisões empresariais eram quase sempre subordinadas à estratégia estatal.

Por um lado, o setor privado tinha garantido um bom retorno ao seu investimento – porque estava protegido da competição. Mas quem pagava a conta desse modelo era o mercado consumidor, sem ter acesso a avanços tecnológicos.


50 anos da Petrobras

Edição 252– Setembro/2003
O petróleo é nosso, e a Petrobras também

Bem que poderíamos fazer uma festa tão grande quanto as comemorações dos 500 anos do Brasil. A Petrobras merece.

Não apenas pela garantia do abastecimento – papel que ela cumpriu com segurança nesses 50 anos, mesmo o mundo atravessando duas crises do petróleo. De fato, nesses 50 anos aumentou as reservas, a produção e a capacidade de refino instalada no país. Levou desenvolvimento aos mais longínquos rincões do país.

Devemos celebrar o desenvolvimento que a Petrobras trouxe para o Brasil. A maior empresa do país foi responsável direta pelo desenvolvimento de inúmeras outras empresas. Tornou-se estrela dos avanços tecnológicos, campeã da prospecção em águas profundas. Incentivou o desenvolvimento humano. Fomentou a criação de empregos e de empresas. Atendeu aos interesses nacionais como nenhuma outra empresa na história desse país.

Trabalhar na Petrobras ou trabalhar para a Petrobras não significa só ganhar dinheiro. Significa emoção – talvez mais emoção do que dinheiro – de contribuir para o desenvolvimento do país.

Fica aqui a nossa homenagem aos brasileiros que foram às ruas gritar: o petróleo é nosso. Eles estavam certos – havia petróleo no Brasil (graças a Deus!)

30 anos da PQU

Edição 238 – Junho de 2002
Criada para ser o maior complexo petroquímico da América Latina

A Petroquímica União, primeira central de petroquímicos básicos do Brasil, foi construída em 1966, com o capital de 50 mil cruzeiros.

Apresentava um arrojado projeto de implantação do maior complexo petroquímico da América Latina, resultado do acordo entre a Refinaria e a Exploração de Petróleo União – que na época pertencia aos Grupo Soares Sampaio, Ultra e Moreira Salles – e a americana Phillips petroleum – substituída pela Petrobras antes mesmo de entrar em operação.

A inauguração da PQU, em 15 de junho de 1972, foi o ponto de partida não só para a criação do primeiro pólo petroquímico do Brsail, que integrava desde a refinaria até a produção de resinas termoplásticas, mas também o marco inicial do setor petroquímico nacional.

Desde então a PQU atravessou os mais diversos cenários econômicos, políticos e empresariais: de u,a concepção peivada, a empresa passou por uma gestão estatal, que durou mais de vinte anos, e voltou às mãos do setor privado, conduzida pelas diversas políticas setoriais.

Trinta anos depois da fundação, a PQU busca aumentar sua competitividade, integrando operações e aumentando a produtividade – o que pode elevar sua posição no rancking das maioes empresas petroquímicas internacionais.

25 anos de Petro & Química

Edição 231 – Outubro de 2001
Eu, Você, Nós...

Era para ser uma edição especial. Mas fica devendo porque, na hora de falar sobre um setor, agradecer, comemorar, sempre se esquece alguém, algum fato importante... Ainda mais quando falar dos setores que cobrimos é quase contar a história de uma empresa, de meia dúzia de pessoas, grandes pioneiros...

Por isso, decidimos comemorar os 25 anos da revista Petro & Química numa edição normal, que conta um pouco de história e que traz um pouco da história que se está construindo. Mas, à parte o overview mensal sobre os negócios, eventos, seções e a matéria sobre dutos, ler esta edição é quase participar de uma roda de amigos — gente que ajudou a construir o setor —, cada um contando um “causo”. Isso porque algumas dessas pessoas maravilhosas nos mandaram sua impressão sobre diversos assuntos.

Queremos agradecer a atenção do pessoal da Petrobras: de seu presidente, seus diretores, todo o corpo de funcionários e, em especial, da biblioteca da empresa que guarda encardenada toda a coleção da revista, de onde veio a foto no número 1. É um bom momento para agradecer todos os que colaboraram com cada edição, com artigos, entrevistas, sugestões... Agradecemos o número infinitamente maior de amigos que de desafetos — só isso já vale uma vida. Agradecemos a todas as empresas que têm tornado possível a evolução da revista por estes 25 anos, com seu apoio editorial e publicitário. Agradecemos a todos os que trabalham e já trabalharam na Petro & Química porque, de alguma forma, há um pouco de cada um nela. Agradecemos a cada leitor desses 25 anos porque são nossa motivação para brindar pelos próximos 25, juntos!

O editor

40 Anos do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP)
Temos a satisfação de levar aos leitores a presente edição especial. Não somente porque comemora os 40 anos do IBP, mas porque representa um marco: é produzida no momento em que o setor passa por esta fase de transição, com fim do monopólio estatal do petróleo, no Brasil.

Nesta edição comemorativa foram reunidas alguns dos dos acontecimentos mais relevantes do IBP, já que seria impossível retratá-los todos. Ao longo desta edição, será relembrada a história do Instituto, descrita sua consolidação e antecipadas suas perspectivas. Tudo isto entremeado por depoimentos de algumas das personalidades que contribuiram para que o IBP alcançasse estes 40 anos, sempre atendendo às necessidades e buscando superar as expectativas da indústria de petróleo nacional, por meio de serviços que primam pela excelência de qualidade. A comemoração dos 40 anos do IBP divide — sem tê-lo determinado — a história do setor de petróleo e gás do Brasil, acompanhando a decisão de flexibilização tomada pelo governo brasileiro. A nova situação do mercado abre perspectivas para todos e delineia novas oportunidades de atuação para o Instituto. E o IBP tem buscado responder estes desafios, sempre à altura, seguindo as tendências do setor, com o lançamento de novos produtos e serviços, além do estabelecimento de parcerias, como esta com a Revista Petro & Química, que é responsável por esta edição especial. O IBP aproveita a oportunidade para agradecer a todos que contribuiram com suas atividades e o opiaram no decorrer destes 40 anos de existência.
Editorial
Álvaro Teixeira
Secretário Executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo

Bodas de Prata

Edição 252– Setembro/2003
A Det Norske Veritas nasceu em 1864, em Oslo (Noruega), para atestar às companhias de seguros da época, a conformidade da construção de navios às especificações pré-estabelecidas. A certificação, que inicialmente se restringia à solidez do casco, foi sendo ampliada para as demais estruturas e equipamentos do do navio e, dessa forma, a DNV passou a certificar, também, equipamentos industriais. Com 243 escritórios em 130 países, tem sede em Oslo e uma divisão Americas, com sede em New Jersey (EUA), a quem a DNV Brasil se reporta. O ano de 1999 viu a empresa crescer e completar 25 anos em grande estilo, ao lado de amigos, clientes e autoridades.

Em todo o Brasil

"Hoje, vemos grandes mudanças: temos 2 grarndes andares próprios no Rio, mais 3 salas alugadas no prédio, escritórios em Santos, Belo Horinzonte, Caxias do Sul, Fortaleza, Vitória e São Paulo. Orgulhoso-me em ter contribuído para a abertura de 5 dos 7 escritórios hoje existentes". Comenta Samuel.

Anuário 1998 - Guia do comprador
Este é o Anuário da Revista Petro & Química, um verdadeira guia do comprador, todos os anos, procuramos apresentar um autêntico manual de compras dirigido a quem especifica, a quem compra, quer conhecer novos fornecedores ou simplesmente, serviços, produtos químicos e plásticos.

Lembramos, contudo, que apenas listamos as Empresas que responderam e apoiaram a nossa iniciativa. Para o bem de quem vai utilizar este material, não poderíamos incluir dados desatualizados. Nem todas constam logotipo, endereço completo, telefones, fax e e-mail. Mas, você, leitor, poderá fazer consultas gratuitamente. Para tal, basta preencher o Círculo de Consultas que se encontra no final deste Anuário e nos enviar via correio ou fax 24 horas.

Rio Oil & Gas'94
Com o desenvolvimento brasileiro, nascia a revista Petro & Química, que logo tornou-se líder do mercado editorial técnico, acompanhando o crescimento dos Pólos Petroquímicos de São Paulo, Camaçari e Triunfo, sempre apoiando a Petrobrás, em busca da autonomia brasileira em petróleo.

Em 1982, em sinal de reconhecimento pelo trabalho editorial desenvolvido, a Petro & Química foi escolhida órgão oficial de divulgação da 1ª Feira de Petróleo & Gás, hoje Rio Oil & Gas Expo. Entrando, neste mês de outubro, em seus 18 anos de circulação ininterrupta, a revista Petro & Química volta ao Rio-Centro para cobrir o maior evento de petróleo da América do Sul, que será, em breve, inspiração para um evento semelhante, na Argentina e entrará, sem dúvida nenhuma, para o calendário internacional obrigatório do setor de petróleo, já em sua próxima edição. A Feira se realiza em clima de boas expectativas, já que o cenário político em que todos vamos trabalhar parece definido: é hora de cobrar mais ética, transparência e trabalho. Do governo, da empresas, dos veículos de comunicação e de nmós mesmos. Hora de nos perguntarmos o que estamos fazendo aqui (neste mundo, nesta feira...) e se vamos continuar fazendo vistas grossas oara as imitações mal feitas. De governo, de empresas, de produtos... Afinal, já alcançamos a maioridade!

40 anos de Petrobrás
É pique, é pique... A gente sempre comemora o aniversário das pessoas queridas, ao mesmo tempo das pessoas importantes em nossa vida. E quem poderá negar que a Petrobrás foi, e é, a empresa mais importante do Brasil? Ossibilitou nossas entrada no ranking dos produtores de petróleo, desenvolveu a indústria nacional. alavancou a qualidade dessa indústria, fundou a maior distribuidora nacional de combustíveis, tem atuado em projetos ambientais, sociais e de pesquisa, é o centro das discussões quando se fala em privatizacão e já custou bilhões de dólares ao povo brasileiro. Pois é, NOSSA Petrobrás faz 40 anos. É sobre ela nossa matéria de capa desta edição histórica! Edição que traz um panorama da Companhia, uma entrevista com De Luca - Diretor que "sobreviveu" a seis presidentes -, e com o Dr. Aurílio Lima, conduzindo o Detran. Aniversário é bom e a festa continua com os n20 anos de gases especiais da White Martins e os 30 anos de Asca, a continuação dos dois artigos técnicos iniciados em setembro, muita notícia e muitos negócios. Boa leitura!

A Petroquímica na América Latina
Seguindo uma tendência mundial, a indústria petroquímica na América Latina, região compreendida por Argentina, Brasil, Colômbia, Venezuela e México, deverá manter uma expansão na produção de olefinas nos próximos anos, o que vai permitir incrementar a obtenção de etileno, de 3,1 milhões de t e, 1988 para 4,6 milhões de t em 1993. Já capacidade de produção de propileno deverá passar de 1,4 milhão de t/ano para 2,7 milhões de t/ano e as estimativas prevêem que a demanda de etileno, nesses países latinos, incluindo exportações, crescerá de 3 milhões de t em 88 para 4,2 de t em 93, o que representa uma taxa de crescimento médio de 7% ao ano.

Os derivados do etileno que mais crescerão, em termos de demanda, serão o estireno, cloreto de vinil, óxido de etileno e polietileno, a uma taxa anual de 6% no período de 88 a 93. Enquanto isso, a demanda de protileno deverá saltar, anualmente, a uma taxa de 13,9%, podendo ser afirmado que sairá de 1,2 milhões de t em 88 para 2,3 em 93.

O benzeno terá sua capacidade de produção de 1,3 milhão de t em 88 para 1,6 em 93, esperando-de que a demanda cresça de 1,2 milhão de t para 1,4 no período, o que demostra uma taxa de crescimento de 5,5% ao ano. Todos estes dados demostram, de maneira inequívoca, a força da indústria petroquímica instalada na região, sendo inegável reconhecer a influência das empresas estatais neste desenvolvimento, principalmente as ligadas à exploração de petróleo. Já na 9ª Reunião Anual da Apla, ocorrida no Rio de Janeiro, detectou-se mais uma vez uma busca de integração comercial do mercado latino-americano, um esforço para um ideal de mercado comum e, principalmente para uma planificação integrada de produção. Mas todo esse ideal parece muito longe de ser concretizado. Alguns fatores tornam essa almejada integração bastante difícil, como é o caso da dimensão continental dos países e o sistema precário de transporte que favorece a compra de produtos fora da região.

Um outro seria a grande concorrência existente entre as empresas produtoras com a mesma linha de produtos, não ocorrendo uma diversificação dessa produção.

Editamos, ainda, uma matéria sobre o 5º Congresso de Utilidades, realizado em novembro no Centro Empresarial de São Paulo, onde aconteceu o debate e a troca de informações entre técnicos que atuam no segmento de utilidade industriais, abordando aspectos de qualidade e confiabilidade de novas tecnologias ligadas ao setor. Apresentamos um resumo dos principais trabalhos técnicos debatidos durante o evento.

Petróleo e Gás
Para a edição de maio a Petro & Química havia programado "produção de Petróleo e Gás no Brasil", mas o incêndio de Enchova mudou um pouco nosso alvo e assim fomos à Petrobrás para sabermos de tudo sobre a catástrofe na Bacia de Campos.

Acompanhamos tudo "in locuo" e ouvimos quem sabe de tudo de Petrobrás: Dr. Ozires Silva, Dr. Wagner Freire, Dr. Falcão e Dr. Alfeu; quais as causas e conseqüências que o incêndio trará à Petrobrás. Tudo sob controle, hoje só lamentamos o susto, pois, o pejuízo vai ser rapidamente coberto pelas novas tecnologias desenvolvidas pelos técnicos nacionais que, certamente, darão mais uma lição ao mundo do Petróleo como: sair rapidamente de um incêndio em uma paltaforma e ainda com soluções mais modernas e vantajosas para a economia nacional.

Gás Natural. Fomos ouvir técnicos da Associação Brasileira de Gás, da Liqüigás, da Comgás e do Grupo Ultra. Todos pedem maior utilização outomotiva do Gás Natural que traria certamente maior economia e menor poluição do ar. Ficamos devendo aos nossos leitores as sinopses dos trabalhos técnicos que serão apresentados durante o 2º Seminário Internacional sobre Gás Natural, que será realizado na Bahia de 15 a 17/6/1988, pois, apesar de nossas insistências junto ao IBP. elas não nos foram fornecidas para publicação e conseqüente prestação de serviços a você, leitor, merecedor de nosso trabalho editorial!

Esperamos que no futuro, a democracia chegue até o IBP e nós sejamos promovidos a órgão de divulgação.