Edição 340 • 2012

Perspectivas e alguns desafios em gerenciamento de ativos

 

Marcelo Farenzena e Jorge O. Trierweiler Grupo de Intensificação, Modelagem, Simulação, Controle e Otimização de Processos Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo:
Os benefícios de auditar controladores e o impacto dessas ferramentas em refinarias, petroquímicas e outras indústrias de processo são conhecidos. Atualmente, o termo auditar controladores, ou gerenciá-los, tem um sentido mais amplo que não se resume a avaliar seu desempenho. Diagnosticar distúrbios de planta inteira, apontar a fonte deste distúrbio, avaliar a saúde da válvula de controle, quantificar o impacto econômico de cada controlador são possíveis de forma automática, sem a necessidade de testes invasivos. Por outro lado, o campo de gerenciamento de malhas de controle ainda oferece um vasto espaço para desenvolvimentos. Este é o foco deste trabalho: apontar o estado-da-arte na área de gerenciamento de controladores, mostrando também os desafios ainda presentes. Algumas das metodologias descritas foram aplicadas a uma planta petroquímica, fornecendo resultados conclusivos de forma a permitir um real aumento de sua rentabilidade.


Nova metodologia de investigação de acidentes conectando sistema de gestão e causa raiz de falhas de barreiras

 

Dr Robin Pitblado, Mark Fisher, Mariana Bardy - Det Norske Veritas

Resumo:
Os processos de investigação de acidentes utilizados hoje em dia têm foco principalmente em causas raiz relacionadas com o sistema de gestão. Porém, os sistemas de gestão não se mostram eficientes na melhoria do desempenho em segurança de processo, principalmente em relação a acidentes com alta consequência e baixa frequência, como foram efetivos para a redução de acidentes ocupacionais. Uma nova metodologia denominada BTASC foi desenvolvida como uma extensão de métodos tradicionais de análise de causa raiz com a inclusão da análise das barreiras que falharam e que levaram à ocorrência do acidente. Este artigo descreve esta metodologia.


Análise da gestão integrada de paradas de manutenção preventiva

 

Cícero Roberto de Oliveira Moura - Tecnólogo em Mecatrônica com Mestrado e Engenharia de Produção

Danúbio Ilo Saraiva de Sousa - Engenheiro Mecânico com MBA em Gestão Estratégica

Landelino Aias Gomes - Técnico em Mecânica - PMP do PMI

Djacyr Silveira Figueiredo - Engenheiro Mecânico

Eduardo Bezerra de Medeiros - Técnico em Mecânica


Resumo:
Parada de manutenção preventiva em plantas industriais de processo constitui-se um processo de elevada relevância para o processo produtivo de uma empresa, tendo em vista a perda de produção e lucro cessante do período de parada, além da exposição ao risco dos profissionais envolvidos e aspectos ambientais. O planejamento e controle do processo de parada incluem definições, requisitos técnicos e desenvolvimento de ações que impactam na confiabilidade operacional, segurança das instalações e pessoas e meio ambiente, e que integram várias áreas de manutenção, engenharia, operação, inspeção, suporte operacional, recursos humanos, comunicação, segurança industrial e patrimonial. Este trabalho apresenta a toda estruturação necessária a este processo, desde a pré-parada, com detalhes das estratégias e táticas de gestão adotadas, passando pela sua execução, acompanhamento e controle, até a pós-parada, com a avaliação, análise crítica e recomendações.


Gestão integrada do planejamento de paradas programadas de manutenção

 

Ícaro Brambila Barbosa - Braskem, Engenheiro de Produção

Carla Pereira Lopes - Braskem, Engenheira de Planejamento e Desempenho da Manutenção

Robson Ricardo - Braskem, Engenheiro de Planejamento da Manutenção


Resumo:
Uma parada programada de manutenção é um evento periódico no qual o processo produtivo é interrompido para a realização de inspeções e testes de obrigatoriedade legal, reparos e revisões em equipamentos, modernização e novos investimentos nas instalações. Ainda que denominada "parada programada de manutenção", esse evento envolve, praticamente, todas as áreas organizacionais da empresa e exige um alto nível de desempenho, pois há um compromisso com prazo, custos, serviços planejados e, acima de tudo, com a segurança das pessoas.

Podemos definir a parada de manutenção como um evento temporário, com orçamento, prazo e escopo bem definidos, com o objetivo de criar um produto ou serviço único. Esse conceito tem a mesma característica de um projeto, portanto pode ser tratado como tal, embora o modo de condução seja diferenciado. Diante do exposto, fazse necessária a formação de um grupo multidisciplinar para condução do evento. Neste grupo, denominado "time de gestão da parada", devem estar representadas as áreas: Operação, Manutenção, Inspeção de Equipamentos, Empreendimentos, SSMA, Suprimentos, Serviços Administrativos, Automação, Serviços Compartilhados e Serviço a Pessoas. Para o sucesso do evento, esse grupo necessita desenvolver um senso de unidade alinhado com o propósito do negócio. Além disso, é fundamental uma preparação capaz de integrar de forma efetiva as atividades em todas as áreas envolvidas.

A gestão integrada do planejamento proporciona uma contribuição efetiva para minimização das perdas e maximização dos resultados das paradas programadas de manutenção que se traduzem em aumento da competitividade do negócio. Em consonância com o PMBOK (Project Management Body of Knowledge) foi elaborado um modelo cujo objetivo é capturar o conhecimento organizacional e transformá- lo em vantagem competitiva no planejamento e execução de paradas.




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